Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011 :::
*"Fugiendam Manus"
Deu-se uma senhora a dar-me amor pelo corpo...
E outra vez era uma vez... uma mão.
Seu toque proposital...
Era-se outra vez uma vez.
Eu sei ser tão sutil comigo, essa senhora é tão
sorrateira, mete-se por mim a fora, sempre num
vai e vem comigo mesmo.
Com a imagem em ação ou com imaginação,
confessa-se um ato de ventura.
As minhas entranhas se estranham e
se inflamam; calor, comichão e devaneios.
Ora verei o que me espera.
Num momento de epifania, um suspiro
e corre pelo corpo um estalo.
Quando na solidão aparece uma senhora,
*"fugiendam manus"
Não há outro alguém que se apiede de mim.
Um lágrima grossa que se escorre,
um cheiro intenso da ausência do outro,
tão somente uma senhora em mim,
o silêncio.
E lágrimas tristes pelo corpo a fora.
Lorman Meid
31/02/2011
5:00 am
*Lorman Meid não sabe latim.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 5:22 AM
Quarta-feira, Novembro 10, 2010 :::
.
... The said and the writing does not prove who I am,
Bring to a full trial and everything else on my face,
With my lips quiet confuse the greatest of skeptics.
-Walt Whitman-
"O dito e o escrito não provam quem sou,
Traga a plena prova e todo o resto em meu rosto,
Com meus lábios calados confundo o maior dos céticos."
(Walt Whitman, fragmentos)
.
Leituras diárias de Walt Whitman e me torno crítico de mim,
dúvido das minhas palavras e não creio se quer que deveria
ainda existir. O Walt é um caluniador, não prosperará sua
riqueza literária no meu âmago, odeio seus versos, odeio
sua ironia, odeio sua bela majestosidade e sua cilada
poética. Eu me odeio como poeta quando me pasmo pelos
versos do Walt Whitman.
.
DEVANEAR
O sol não se moveu da sua abobodada casa
e nem eu desprego meu corpo dessa cadeira.
O ocaso promete chuva, o sol aceita as nuvens
minhas pernas lutam por debaixo da mesa e nada.
Eu prometo uma batalha sangrenta nas horas noturnas,
meus livros empilhados
meu lápis apontado
meus argumentos queimarão suas crendices idiotas,
cortarei suas goelas com minha naifa sem rimas.
Esperando pela guerra, pela luta e pela morte.
Pela madruga desenho minha alma
coitadinha, tão sóbria e triste.
É pobre a alma de quem sonha pouco,
a noite foi feita para a poesia e o dia
pros tolos jornaleiros que buscam
tostões pro pão.
Ora, por favor, não me obriguem a dormir.
Quando a fadiga me alcança já estou longe,
nem mesmo o sol da aurora me fará cair,
os homens que vieram de noite voltaram pros
seus covis e se lamentam empapados em sangue,
o meus últimos versos foram escorregadios
e eles não puderam prosseguir.
* "Requiem aeternam dona eis"
.
Marlon de Almeida
10/11/2010
07:02 am.
*Dá-lhes o repouso eterno.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 7:24 PM
Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010 :::
Desvastare, sulanggi amori di vernuta fristanti.
Granida, postume princesi.
Atentare clemente, per che le fa morta.
Mi dia la vita, sorelli, nun amo, nun amo...
nun vogliu
vadare di tanto amar...
io già non potio bruciare mi cuori...
lei nun me vuoli:
Èta morta.
Lorman Meid (in Vecchia Villaggi della Toscana)
Obs: o autor usou de língua não vernácula na
escrita dessa poesia, carece de tradução.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 3:39 PM
Domingo, Outubro 25, 2009 :::
"Morrer é minha última quimera" L.Meid
. [...]
Hoje desprezarei qualquer lixo humano que vier a mim.
A casca podre das minhas feridas pô-las-ei a vista de todos:-Não sou perfeito!
O meu sangue, o mais amargo dos amargos sangues, estará quente até que'u durma.
Nas minhas preces ao Pai, só peço que não olhe esta minha angústia, ela é minha, só pra mim.
Que o imperfeito dom de matar que certos "homens" têm, caia sobre mim. Hoje, hoje por hoje.
Pra que vale este mundo prum ser como eu, pra que vale? Não sou perfeito, mas vou além da perfeição;
"Caminho pelo mundo como caminho em pleno dia" as trevas de outrem não ofuscam minha luz.
Os passos sem norte não são meus e as pedras pontegudas não estam em meu caminho.
A hora é agora, enveredo-me pro fim das minhas agruras, meus passos para o infinito começaram,
as dores de parto que senti já me deram uma filha:- Olhem esta é Sophia, minha pequena filha.
O fim dos incrédulos está próximo, e, tudo o que se diz contra a minha alma não alcançará minha grandeza.
Cada passo um novo território. Tenho muito mais que pequenas palavras de ofença, tenho o dom de ignorá-las.
Sirvo à mesa um banquete de minha feitura, quem a quiser quererá um novo começo.
Sirvo em taças de prata um novo licor, quem o quiser quererá a possibilidade de caminhar pela vida
como caminho em pleno dia.
[...] (poderá continuar)
LORMAN MEID- 11/11/05.
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.............Amo ler o mundo travesso de Carol Bianco.....................................
Eis un texto que me mandou via Orkut em singela homenagem no ano de 2008.
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Dourados aspargos que cinderela cosia na manhã seguinte.
Doirados reflexos esticavam-se dos seus olhos tenros ao ver a almiquia vegetal.
Esticou o vestido partidário a um mendigo de amor.
A agulha torcia as voltas emblemáticas da linha senil cor de areia.
A agulha percorria a parte externa do artesanato, fio a fio, xis a xis perpendiculares esteiras de linha rente.
A agulha inebria exausta fixava-se, respirava, deglute e vomitava.
A agulha tal qual brinquedo de locomoção natalino quiçá findasse seu curso.
Cansada cinderala abre a torneira da pia lamaçal.
Mãos conchas retém o líquido que purifica, escravo de vida e morte, impulsiona o jogatino veneno nas tez oleosa do seu rosto.
Ascende suas pálpebras, um espelho a temia.
A imagem voltava o vestido partidário, agora declinado da missão de cobrir o mendigo.
Pedregulhos e estiragens cambaleam os dedos inóspitos da sereia.
Curvas de caminhão de carga sobrecarregada.
Outra imagem - jovial segredo adolescente desquitou-se sem advogados.
Ana Carolina Bianco
::: posted by MARLON ALMEIDA at 1:57 AM
Terça-feira, Dezembro 09, 2008 :::
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Titânio.
Quando as paredes da sala são pintadas com a cor das dores do passado e
o teto pintado com a cor da felicidade do futuro, temos, então, um chão revestido de
vorazes cores do equilíbrio. Não chorará por tão inútil coisa.
Nossos olhos tristes arribam-se para o alto numa busca enfadonha por soluções.
Mas o fio que une pontas rompe-se e desfia o passado da indomável solidão.
Há uma viagem longa donde viemos pra donde vamos.
Não se vai a caminhar, nem mesmo de outro meio se servir;
são sonhos incógnitos que nos levam pra terra de outrora,
e envereda-nos a consolidar os laços com falsa realidade.
Provem de dias a sonhar sem sono, a cantar por cantos os cantos da ideal utopia.
Venerar o nascer da morte e conquistar os mais intrépidos momentos de fantasia.
Adotar sorriso como linguagem, chamar de amor o que vier pro bem.
Até que quando a viagem for finda e achar da terra nova paraíso ou inferno,
teremos regozijo pelo ardo labor de ter sonhado que esse momento não nasce do passado e
que futuro arde nas velhas veias do que agora é o tão encompreendido presente.
Marlon de Almeida, in As inúteis palavras.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 8:36 PM
Sexta-feira, Setembro 12, 2008 :::
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__ Cavalo morto.
O fôlego compassado do cavalo
Crava na noite um ruído distante
Uma massa descomunal
Pouco a pouco perde a vida
Em meio ao descampado
Escapa o último ruído.
Morte!
Amanhece e o mato cresce
Um banquete está pronto
Muito convidados chegarão
De todos os lados, de cima, de baixo
E todos em festa comerão frenéticos
A doce brisa que refresca os campos
Levará a mensagem longe
A morte buscou um cavalo
Outro mundo nascerá num novo entorno
O abutre como raio desce
Toca a carne e confirma a morte
Com pouca pressa começa a comer
O sol esquenta o coagulado sangue
E moscas chegam presse festim.
Dançam e cantam
Ficarão até o fim
De longe olha um cão-sem-dono
Tem fome
Durante a noite irá manjar
Se vão os dias...
Hoje do fundo da terra saiu um verme
Roliço, cego e faminto
Em silencio tocou a podre carne
E começou a comer.
(Seria eu esse verme?)
Deixo a fome guiar meus instintos
Saio de entranhas
Abro um furo
Alimento-me
Eu comeria esse verme
Ele come o cavalo
Ele comerá o cão
Certamente a outros comerá
O cavalo sem olhos
O cavalo sem língua
O cavalo vazio
Não falta nada
Nós já comemos sua alma
Ouço sem pena
O compassado fôlego humano
Prelúdio de morte lenta
Desgraçada desalegria
Ouço almas devoradas
E chegará o vil momento
Bichos famintos abrirão suas bocas
Tocarão a carne morta
Provarão o sangue influxo
Oxalá eu possa ver
O desfazer da carne putre
O bel-prazer de um abutre
Ouvir o canto de muitas moscas
Escuto agora.
Um compassado fôlego
Por deus! Não é o meu.
Lorman Meid
10/06/2007
6:40pm
::: posted by MARLON ALMEIDA at 11:20 AM
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===============Catedral=================
Talvez eu ainda creia que o meu “eu” é algo ridículo e mesquinho. Uma sombra certamente cobre o perfeito desenho que faço dele com a alma. Algo me provoca inquietação e leva meu ser a desatinos insuportáveis.
Eu às vezes deixo de fechar os olhos até mesmo para dormir, pois a certeza de uma mente atormentada que não me permitirá um segundo de alivio.
Certo dia em Londres, esse sentimento era tão forte que, não agüentando, sai as duas da madrugada e caminhei sem destino certo. Aquelas ruas escuras, aquelas casas religiosamente parecidas, o vento seco do verão e um silêncio que ensurdecia a alma.
Diante de uma Sant John Cathedral parei. Era uma enorme igreja, seguia o estilo neo-gótico, aqueles arcos agudos, duas torres principais e uma nave alongada com poucas janelas. Entorpecido de curiosidade saltei o pequeno muro e me aproximei da porta principal, coloquei os olhos no vão da fechadura e notei uma luz bem ao fundo, uma ínfima luz de vela radiava em meia aquela tremenda escuridão. Aproximei a mão da porta para sentir a madeira e antes que a tocasse vi como se abria num rápido movimento, parecia um convite para entrar.
Eu gosto de acreditar no que é real, eu pertenço à era da imagem, eu sou filho de uma geração que fabrica fantasmas e nascido pra não crer neles. Meu maior medo é de mim e tudo que posso provocar quando não encontro sentido na razão.
Eu já ia dentro olhando cada detalhe do que a escuridão não ocultava. A luz da vela se movia muito, dançava de um lado pra outro como se quisera se libertar do corpo branco. Já estava terminada a curiosidade me preparava para dar a volta atrás quando escutei meu nome com um sotaque inglês. Fechei os punhos para não mostrar o quando tremia. Um sim saiu de mim sem demora. “Fica”.
Passo a passo voltei à entrada, olhei pra todos os cantos e nada pude ver. Podia estar abaixo de algum banco, detrás de um pilar, nas galerias superiores.
A voz gemeu meu nome outra vez.
“Fica”
“Onde você está?”
“Aqui, bem do teu lado”- realmente estava ali.
A vela se apagou, eu saí e fechei a porta.
Talvez eu ainda creia...
Marlon de Almeida
12-09-08
01:52am.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 11:06 AM
Quinta-feira, Agosto 21, 2008 :::
...
_____________________OLHOS_____________________________
Troco meus olhos por mais insensatez
Não me vale ver e não agir
Beber do descaso e das desgraças
E oferecer um sorriso como consolo
Talvez venda meus olhos bem barato
Um dinheiro maldido que darei de esmolas,
Ou comprar uma roupa e vestir a mentira,
Presentiar o mundo com que lhe agrada.
Penso em dar meus olhos à ignorancia alheia
Fazê-la ver seus crimes
Obrigar que desfaça as desgraças e me mate depois.
Serei herói, mártir e dono do meu altar.
Acabo de arrancar meus olhos
Estam sobre uma mesa fria
Que se não os aproveitem logo
Certo é que em pouco os comerei.
Já não tenho olhos e ainda posso ver
Tão pouco tenho fome, mas protesta o estômago
Tenho um altar, mas não sou santo
Enquanto eu viva nada mudará.
Lorman Meid
.15/07/2007—
04:32 am.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 3:40 PM
Fonte da foto (http://byfiles.storage.live.com)
.......................
Don`t Go.
.
Meus dedos zanzavam pelo seu rosto. Ela apanhou um deles com a boca, o chupava e olhava pra mim. A noite ia acabar e os últimos anseios não morreriam ali. Dentro de poucas horas eu deixaria Londres e o que não foi nunca seria.
Sai da cama, olhei o relógio e vi a fugacidade do tempo diante dos meus olhos. Três meses em Londres, socado em depressão, solidão e desprezo total ao conteúdo que a vida havia dado.
Esperei uma pergunta, o silêncio a fez.
“Sim, tenho que ir.”
“Don´t go!, Please.”
“Não posso ficar.”
“Sim, você pode. Basta querer. Você tem a mim. E tudo o que eu posso dar.”
Horas atrás a única coisa que eu queria era agarrar minha mochila, cheia de dores e pesadelos. Correr pra estação e esperar sem medo o que se chamava freedom bus.
Eu não acredito que um destino seja traçado por ambições, não acredito em destino e ambições são para poucos. Mas quem sabe se uma estrangeira não houvesse chegado com os olhos cheios de lágrimas
tudo teria sido diferente.
“Hello!”
“Hello”.
Um rosto cheio de luxúria. Na penumbra da madrugada. Apaixonei.
Caminhei tonto de surpresa até a cozinha, chamei um amigo, veio com sua namorada e tomando comigo um resto de vinho me contaram quem era a dama. “Anny? Não é pra você”
Por algum tempo também estive convencido. Palavras que os sentimentos aceitam como desculpa e justificam possíveis fracassos.
Ela entrou. Cabelos molhados. Guardando soluços.
Começamos a conversar sobre o sabor do vinho, de idiomas (dos vários idiomas que ela conhecia), de ciganos e de olhos cheios de mistério.
“Os seus escondem algo que eu gosto”- eu disse sem medo.
“E os seus algo que eu espero”
Sorri e pedi licença, fui ao meu quarto, fechei a mochila, respirei fundo e perguntei a mim mesmo se eu ainda estava ali. E por que foram dizer “não é pra você” ?
Voltei e já estavam sentados na escada, recebi de súbito o olhar de Anny, nele se escondia a mesma solidão que me incomodou. Num ato de vontade, sentei ao seu lado no alto da escada. Tombou sua cabeça no meu ombro. “Tenho o que você necessita, menina”
Em italiano ela me pediu que a desse.
Toquei seu rosto e fiz um imaginário desenho de coração. Com um sopro tirei suas melenas de diante dos olhos verdes que se agitavam quando eram seguidos pelos meus. Sem pensar eu disse: “Me deixa fazer, um pouco ao menos, algo bom em você”. Moveu a cabeça que sim, tomou-me pela mão e levou-me ao seu quarto.
Eu não sentia desejo, não estava excitado, eu apenas queria estar ali com uma desconhecida, me agarrar a ela, sentir a fragrância de tempestade que saia do seu corpo. Fazer sexo com as palavras.
Deitou de costas, afrouxou os botões da calça e da blusa. Contemplei o seu paraíso. O corpo entre minhas pernas. Meus toques provocaram alívio. Baixei rapidamente seu jeans, Anny tentou evitar, mas se entregou. Massageei sem malícia. Sim, expressei por meios das mãos o que verdadeiramente eu começava a sentir. Um afeto desmedido, uma louca vontade de querer-la mais e mais, eu adorava tudo o que eu via: o mover da sua cabeça, seus suspiros e as várias vezes que molhou os lábios e tentou olhar pra mim. São vontades impossíveis, são forças que vencem o instinto e travam duelos frustrados com a paixão.
Pediu minha mão e puxou-me ao lado de si. Pediu para que eu a beijara. Coloquei meus lábios sobre os seus, ela abriu a boca e recebeu minha língua num beijo extravagante e alegre. Senti minh`alma tocar o teto. Seu cheiro transcendia minhas narinas, vagava por minha cabeça, entorpecente e louco, sarando as lesões que os dias me haviam causado. Tinha em meus braços uma musa, ela sorria e emanava "nuova donna". Beijos e beijos, longos beijos.
Anny abriu minha camisa, beijou meu peito, deitou-se sobre mim e roçava lentamente seus seios em meu rosto. Como era linda!
Era tudo tão intenso, tão imenso e real. As cores da paixão se espalhavam na penumbra da noite e desenhavam fantasias nas sombras dos meus anseios. Eu viajava na sua formosura e definhava minhas agruras nos lábios dessa mulher.
Passei meus dedos sobre suas bochechas e num bote ela capturou um. Um prazer inocente.
Lembrei de uma viajem real que deveria fazer. Num abraço forte ela notou a despedida.
“Don`t go”
“I can`t stay”
“Sim, você pode. Basta querer. Agora você tem a mim. E tudo o que eu posso te dar.”
“Claro, você é mais que maravilhosa, eu já sinto a sua falta, mas...”
Sai do quarto, ela me puxou contra si, fazendo explodir a beleza dos seus seios.
Um último beijo. Ela estremeceu e pediu-me olhando nos olhos: “Don`t go”.
Desci as escadas olhando pra mulher que ficava ali encostada na parede, imóvel.
Voltei ao meu quarto e coloquei a mochila pra fora fui à cozinha e ela entrou.
“Quanto custa sua passagem”
“Não falo de valores. Antes de saber que você existia, eu já iria”
“Já existo pra você, agora fica. Eu necessito de você aqui comigo”
“Quero estar ao seu lado, eu sinto muito, mas tenho que ir”
“Você já sabe do meu trabalho, não é?”
Palavra, ah! Palavra. Fatal é a sua lança, e pequena minha vingança. “Anny? Não é pra você”
“Pra mim não me importa o seu trabalho e nem o seu dinheiro, me importa simplesmente o que vi dentro de você, eu simplesmente tenho que ir, sorry”
“Don´t go”.
Marlon de Almeida
18/08/2008
22:17pm
Madrid.
Ler escutando Led Zeppelin- Stairway to Heaven.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 3:17 PM
Terça-feira, Agosto 05, 2008 :::
.
.
Poesia Imunda.
Uma noite mais, te declaro em pranto.
Minha tristeza, minha dor eu canto.
Aos teus pés venho chorar:
Oh Linda!
Em tu’ lápide sempre terás mi' vinda.
Se era eterno,
Aqui te espero.
Levante agora
D’este sono bruto
Acometido deste tal flagelo
Neste campo
Plantarei meu luto.
Oh Larissa!
Larissa minha.
Busco a morte nesse instante
Prometeu que esta noite vinha
Romper os cravos
Deste insano amante.
Do teu sudário
Sai o bom perfume.
Tua beleza, vejo neste lume.
Teu cantar,
No grito do corvo
Teu toque,
Pelas mãos da brisa.
Minh’alma vibra
Quando sente ainda
O teu mover, nesta cova fria
Eu te chamo em poesia imunda
E nunca sais
Desta funda tumba.
Larissa!
Oh Pandora cintilante!
Dentre as árvores
Nasce a nébula.
No vil desejo que’u te cante.
Teu nome (Larissa) é um mentiroso
E a tua ida que tirou meu gozo.
Lorman Meid.
Londres-
01/08/2008
0:01 m.
Tradução do Poema para inglês. (1ª versão)
.
Dirty Poem ( or poem from another world)
One more night, crying I declare you
My sadness, my pain, I sing
On your feet I come to cry:
Oh Beauty!
On your gravestone you’ll always have my life.
If it was eternal,
Here I wait.
Wake up now
From this brutal sleep
Caught by such scourge
In this field
I’ll put my mourning.
Oh Larissa!
Mine Larissa,
I look for death at this moment
Promised me tonight shall come
To break the spikes
Of this mad lover.
From your sudary
Comes the good perfume.
Your beauty, I see in the flame.
Your song,
At the raven’s yell,
Your touch,
By the hand of the breeze..
My soul pulses,
When I still feel
Your movement, in this cold tomb.
I call you by dirty poem,
But never get out
From this deep hollow.
Larissa!
Oh sparkling Pandore!
Among the trees
The nebule comes.
In the vile I hope to sing for you.
Your name (Larissa) is a liar.
And your gone that tok out my joy.
Tradução By Lalá Hirosse.
em 11\11\2008. Obrigado princesa.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
In greek by:
Facebook: Olga Olga
"Βρώμικο ποιήμα"
Μία ακόμη νύχτα, στο κλάμμα σε κηρύσσω.
Η λύπη μου, ο πόνος μου, τραγουδώ,
στα πόδια σου έρχομαι να κλάψω.
Ω, ομορφιά!
Στην ταφόπλακα σου θα έχεις πάντα τη ζωή μου.
Αν ήταν παντοτινό,
εδώ περιμένω.
Ξύπνια τώρα
από αυτόν τον κτηνώδη ύπνο
πιασμένη απο τέτοια μάστιγα
σ' αυτόν τον αγρό
θα βάλω το πένθος μου.
Ω Λαρίσσα,
δική μου Λαρίσσα!
Ψάχνω το θάνατο εδώ και λίγη ώρα
μου υποσχέθηκε πως σήμερα θα έρθει,
να σπάσει τα καρφιά
αυτού του τρελού εραστή.
Απ΄το ίδρωμα σου
ερχεται αυτό το ωραίο άρωμα.
Την ομορφιά σου
βλέπω στη φλόγα.
Το τραγούδι σου,
στην κατάμαυρη κραυγή
και το άγγιγμα σου
από τα χέρια του ανέμου.
Η ψυχή μου σφύγγεται
όταν ακόμα νιώθω την κίνηση σου
στον παγωμένο τάφο.
Σε φωνάζω
με αυτό το βρώμικο ποιήμα μου
αλλά ποτέ δε βγαίνεις έξω
από αυτό το βρώμικο κενό.
Λαρίσσα,
ω αστραφτερή Πανδώρα!
Ανάμεσα απ΄τα δέντρα
έρχεται η ομίχλη.
Στηναθλιότητα
ελπίζω να τραγουδήσω μαζί σου.
Το όνομα σου (Λαρίσσα) είναι ένα ψέμα.
Και η φυγή σου μου πήρε τη ζωή.
Grácias Olga!!!
========================================
Poema sucio ( o la poesia in-munda)
Otra noche, em yanto te declaro
mi tristeza, mi dolor, yo canto
a tus pies, vengo a llorar:
¡Oh Bella!
En tu lápida siempre tendrás mi
vida.
Si fue eterno,
aquí espero.
Despierta ahora
de este sueño bruto
cogido por tal azote
en este campo
yo sembraré mi luto.
¡Oh Larissa!
Mi Larissa,
yo busco la muerte desde hace poco
me prometió que hoy vendría
romper los clavos
de este amante loco.
De tu sudario
viene el buen perfume.
tu belleza, veo en la llama.
Tu canción,
en el cuervo y su lamento,
tu caricia,
en las manos del viento..
Mi alma late,
cuando todavía siento
tu movimiento, en esta tumba fría.
Yo te llamo con mi poema sucio,
pero nunca sales
de este hoyo profundo.
¡Larissa!
¡Oh Pandora chispeante!
entre los árboles
viene la niebla.
En vil deseo de que te cante.
Tu nombre (Larissa) es una mentira.
Y tu ida se me llevó la vida.
Lorman Meid.................................................................
Tradução em parceria com Eduardo Saldaña.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 10:35 AM
Domingo, Julho 13, 2008 :::
Meu primeiro blogger de rascunhos poéticos cumpriu
seu primeiro ano. Infelizmente não tenho nenhum motivo
para comemorar. Nada novo, nenhuma poesia marcante,
apesar de muitas noites vibrantes e intensas o único que
consegui foi encher-me de porcarias devastadoras.
O livro outra vez adiado, outro ano fora de casa, nenhum
delírio, nenhuma mulher em especial, nem mesmo meus sentimentos
contraditórios me trouxeram algo mais que solidão.
O Segredo do Sansão estava no cabelo e o meu era o de não querer pecar.
Juro que em meio os velhos papeis que enviei ao Brasil há algo
interessante. Eu disse a Mariana Otávio que tudo esta na minha cabeça,
mas nunca encontrei uma forma de tirar de aqui.
Marlon
13/07/2008
13:40pm
::: posted by MARLON ALMEIDA at 9:42 AM
Madrid de noche
.
.
Intensa noche gris
En las noches de luna llena, en todo callejón oscuro y torre de iglesia, siempre se esconderá algún misterio.
Unos al borde de la locura dicen cosas raras, mi caso es otro, cada día me acerco a un estado de miedo y desesperación por no saber la verdad de lo que ocurrió conmigo.
Yo volvía a mi casa después de una fiesta de cumpleaños. Volví caminando, mi casa estaba cerca.
Me encanta caminar por Madrid, su aire bucólico, su intenso gris y el color negro de los parques me da nuevas sensaciones. Aún más en las noches de luna.
Sería una noche normal si yo hubiera vuelto por el camino que conozco, atento a cada detalle de la nueva dirección que tomaba,
noté que una gran ave nocturna me seguía, saltaba de un árbol a otro árbol, de terrazas a semáforos.
A cada salto yo podía ver el brillo de sus plumas como el de un rayo en las tormentas.
Después de algún tiempo me di cuenta que yo la seguía y no ella a mi, iba por un rumbo desconocido y ya no sabía como volver.
Miré a mí alrededor y no vi a nadie. En este mismo instante el ave empezó a gruñir de manera rara y horrible,
hacía pequeños vuelos y pasaba a corta distancia de mi cabeza. Me puse extremadamente desesperado;
estaba perdido y un enorme pájaro me haría daño en cualquier momento. El miedo juega a favor del instinto.
Empecé a correr, entré por un callejón en total oscuridad. De lo mas hondo de mi alma salió un grito, pero parecía que el sonido se quedó preso en la garganta.
Otra vez empecé a oír los gruñidos del pájaro. Caminé algunos pasos más y noté edificios poco comunes,
un poco de luz de luna me hizo ver delante mí una colosal catedral de notable estilo gótico, de las que ahora ya no se ve en Madrid.
El aspecto de las casas tampoco era arquitectura actual, todo cambiaba mientras mis ojos buscaban el pájaro negro.
Me fijé en el humo que salía por detrás de la torre de la iglesia, formaba un dibujo, una cara.
Tomaban forma los ojos, las orejas, boca y la nariz. Era evidente lo que aparecía delante de mis ojos, poco a poco el rostro de humo parecía cobrar vida, movía los labios y pestañeaba.
El pájaro se calló y dejó de volar, parecía tener conocimiento de lo que pasaba.
Yo temblaba como nunca, sentía frío, pero sudaba. Pensaba huir, pero no sabía a donde ir.
El humo bajose hacia mí, la cara gris mirome y preguntó con voz de viento: ¿Conoces Madrid?- Aun sin creer en lo que ocurría conteste sí con la cabeza.
La cara puso una sonrisa y empezó a envolverme con su humo, sentí que mis pies salieron del suelo y rápidamente me vi elevado a muchos metros de altura.
Estaba seguro que no era sueño, todo era bien real: imágenes, la voz, el olor y el toque del viento.
Al darme cuenta ya estaba cerca de las nubes. Allí paramos y ese espectro de las tinieblas empezó a hablarme.
__Ya no ves Madrid que como antes. Aquí arriba verás lo que los hombres ya no ven.- mientras hablaba miré abajo y noté que todo había cambiado totalmente,
eran edificios menores, tenían otras formas, eran bien antiguos. No había coches, autobuses, ni carreteras, poca luz pero algo iluminada.
Le pregunté por qué tenía que ver eso. No me contestó. Todo era muy raro.
Entonces la luna salió completamente e iluminó la ciudad como si fuera de día y vi lo que los otros hombres no ven.
La ciudad estaba proyectada en forma de un corazón humano, la luz de la luna le daba un color especial, de su centro salían calles que desde arriba parecían venas.
Jamás imagine cosa así.
__ ¿Que quieres decirme con eso?- Le pregunté emocionado- ¿Es una verdad o ilusión?
__Hoy los hombres ya no ven Madrid con forma de corazón, este creció, tomó otra forma, pero sigue latiendo fuerte en la memoria de quién vive en el pasado, como yo.
El paisaje era precioso. Yo buscaba en los detalles algo que pudiera reconocer o que me llenara más de emoción, pero un fuerte mareo me hizo desmayar de repente.
Desperté en la calle donde estaba mi casa. Yo tenía un olor agradable de rocío, el sol salía por detrás de un árbol y el canto de pájaros coloridos sonaba allí cerca.
Hay muchos misterios en la vida para ser desvelados y este seguramente es uno más.
Xoel Fernández. (Marlon de Almeida)
::: posted by MARLON ALMEIDA at 9:22 AM
Sexta-feira, Junho 06, 2008 :::
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----------------------------------Outros tempos---------------------------------------------
Depois do limite vem o provavelmente superável...
Eu cheguei até onde já posso. E já posso chegar a qualquer lugar.
A virgindade das vontades foi tirada.
A noite que não tem sonhos a ser sonhados.
Meu destino que é tão certo como certo um dia virá a solidão.
Amanhã o sorriso desprezado
Os dedos mudos sem escrever palavras
As horas torpes que perderei dormindo
E os dias que deixarei de amar e passarei chorando.
Maldita hora que descobri o mundo
Olhei com meus loucos olhos
Toquei com meus dactilares
Bebi em uma dose alcoólica
E derramei em podres lágrimas
Outra vez eu vivo só
Enterrado em um paraíso
Possuidor de glória,
De protagonismo
E uma auto-rejeição
Não sei.
Se o agora é verdade
O depois foi ou será o que sempre indesejei.
Marlon Meid
06/06/2008
Londres- 16:27
::: posted by MARLON ALMEIDA at 12:33 PM
Sexta-feira, Maio 16, 2008 :::
..................................... Ojos divinos.
Desde lejos oímos la sirena de una ambulancia. El enorme atasco la acercaba poco a poco a nosotros. Con un toque delicado él me llamó.
__Si, dime.
__¿De donde viene este sonido?
__Viene de una ambulancia. Alguien necesita ayuda.
El coche paró exactamente delante de nosotros.
__Dime papá. ¿Que color tiene?
__Es blanco.
__Descríbeme el blanco, papá.
___________________________________________________________________________________-
..................................... Un buen santo.
Luego que el cura dijo que yo era un santo empecé a portarme mal.
Ya no iba a las misas, no daba limosna y ofendía a los locos del manicomio.
Quizá el pobre cura intentaba hacerme un elogio, pero lo que hizo fue despertar mi demonio dormido.
Me imaginaba en bata, rezando Padre Nuestro y Ave María me daban ganas de morir.
Fue entonces que conocí a la joven hermana Lidia. Me dijo que hacia ayunos para que yo volviera a ser el buen chico de antes. Yo veía en sus bellos ojos azules, sinceridad, notaba que se ponía colorada cuando yo le agradecía. El perfume de flor que tenía derrotó mi demonio.
Casi volví a ser un santo.
Dos meses después el mismo cura celebró nuestra boda.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 6:30 PM
Quinta-feira, Setembro 20, 2007 :::
Um presente da escuridão.
.
Toda escuridão possível invade o meu quarto, tenho uma solidão volutária , eu desejei estar só.
Abro a janela e diante de mim uma outra ampla escuridão me faz cego.
Enfim, toco a tinta negra da noite que me desafia a encontrar uma só luz neste infinito céu.
Tão distante de algúem, tão distante das estrelas, posso dizer “estou sozinho no universo”.
É aqui que recomeça a minha história, o recomeço do fim ao principio,
voltarei ao meu passado de uma forma tão simples como quem caminha diremente ao futuro.
Uma heresia a tudo que é lógico, levarei os passos de agora pelas primeiras sendas que fui levado nos meus primeiros instintos de vida.
Onde tocarei meus erros, abraçarei minhas fantasias, sentirei o que a incapacidade ou a covardia me privaram.
Não é um poder dado por algum deus, nem efeitos, nem máquinas, nem sonhos, nem livros ou diários,
apenas a pura vontade de reverter ou inverter as falhas ou falhar em lugares que não tive a oportunidade.
Abre-se diante de mim um túnel, não o vejo, o sinto. Minhas única visão é com os olhos fechados,
meus passos pouco a pouco se desprendem do chão, não sinto o frio do piso.
E no fechar de olhos tudo que quero toma forma dentro de pequenas núvens de fumaça.
A ansiedade invade minha alma, quero sentir! quero sentir!
Pobre fantasia, tudo é possível, até mesmo levitar em plena escuridão,
só não nos é permitido nesta pobre vida voltar no túnel da ilusão.
O passado é a maldição eterna que nos é dado desde o primeiro sopro de vida.
Lorman Meide > in “Doce Criança”
::: posted by MARLON ALMEIDA at 8:58 PM
Terça-feira, Setembro 11, 2007 :::
Somente folhas
Como mãos defalecidas caiam tristes as folhas do pinheiro que adornava meu jardim.
eu caia com elas, tão triste, tão insuperavelmente triste.
Um afogar em lágrimas me tomava...
Horas depois vi cair a última folha...
Minutos depois, em um espelho frente a mim,
minha alma sem força tombava-se no chão...
mais fragil que uma folha...
É tão triste ver o outono chegar...
Marlon Felix de Almeida.
11/09/2007.
21:12pm.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 4:14 PM
Quinta-feira, Setembro 06, 2007 :::
Cantare una canzoni...
Oh! Que desatino…
Despertar pela manhã e não ouvir um canto
Este foi meu pranto...
Luto de aves...
No fundo de algum lugar se atreve,
Um fraco violão celo
A anunciar que silenciou uma voz
Luto de homens.
Marlon Almeida.
06/09/2007.
A Luciano Pavarotti.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 10:08 AM
Terça-feira, Agosto 14, 2007 :::
:::: Mini poesia pro site dos Ultra-Românticos :::::::
E eu que apenas penso na vida como mais um dos sinônimos de morte.
E eu que a cada dia beijo minha lápide louco e tão louco para entrar.
E eu... eu... e eu...
Um desalmado profeta com angustiantes calafrios. Já não abro os olhos
com um sem fim medo de ver. Um patife que foge das horas e se esconde no passado,
nas carnes podres da mentira, nos ossos brancos de um vândalo covarde.
Eu que a cada dia compartilho comigo as desgraças que não tive, os amores que não quero e as horas que devoram.
Eu que tanto amei a dama de branco, que ao meu lado se senta.
Eu que me sinto um outro por falta de um eu que deveras quero.
Se olhar pra fora me traz tanta magoa e olhar pra dentro me destrói, oh maldade perfídia, me amaste e me traíste!
Agora que já nem de mim me lembro, posso falar do mundo.
Posso falar de ti e de tua tormenta, posso falar da tua lenta morte, se em tal sorte acreditas.
Agora que a desgraça já não é só minha, que sozinhos já não vão meus tontos passos, posso falar dos dias podres que comem tua`lma.
Nascem de sol risonho e se pintam de um bucólico negro, o negro da ilusão. Desgraçado e insignificante sentimento.
Eu que fui tão dono de mim, já não quero outra coisa senão um antônimo pra vida que não seja a erronea morte.
Lorman Meid--Madrid
14/08/2007
18:04pm
::: posted by MARLON ALMEIDA at 1:14 PM
:::Diálogos entre Marcelo Pugim e Marlon de Almeida::::::::
P U G I M dice:
Marrrrlon. O cara.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Nada de Cara..ejehehe só Marlon Rssssss
P U G I M dice:
ok, me perdoe.
P U G I M dice:
como vc está?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Rssssss cara nao mereço tanto
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Estou ótimo...se estivesse melhor poderia achar que fosse sonho..Rsss a cada dia buscando algo melhor...e vc que me conta...
P U G I M dice:
uau... bom tb!
P U G I M dice:
mudei um rumo em minha vida...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
que bom...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
e pra onde vai a vida agora
P U G I M dice:
fiz 6 meses de pós em psicologia, agora tive que trancar para fazer uma licenciatura na minha área técnica para continuar dando aulas
P U G I M dice:
onde minha vida vai?
P U G I M dice:
minha vida e meus pensamentos sobem mais alto que a águia no seu vôo plano.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
que ótimo Pugim...e otimisma como está é certo que a cada dia tem alcançado novos objetivos...
P U G I M dice:
não posso olhar pro chão, se não ele me devora. Prefiro sonhar alto, o céu me convida a bailar!
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
bem poético,,,,,
P U G I M dice:
é melancolia mesmo..
P U G I M dice:
não sou um Marlon, mas eu arrisco meus versos.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Pois vejo que é mesmo...bem que eu também gostaria de ser esse tal de Marlon, mas as únicas coisas que sei falar ficam presas na afonia da minha ignorância...
P U G I M dice:
pq essa prisão te aflige?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Gritar é uma coisa, ser ouvido são outras... já não me aflinge por que me contento com minhas limitações...apenas grito por saber que posso gritar...
P U G I M dice:
Quero ouvir seus gritos. Meus ouvidos podem ser um amigo dos teus sons, e um ombro para teu recosto.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Se agora posso gritar, tenho medo, não aquele medo que destrói, mas o medo de sair de mim junto com a minha voz...me perder nas ondas desses sons e esquecer o verdadeiro eu que sou.
P U G I M dice:
Em teu coração está fincada tuas raízes. Teus valores arraigados na tua alma. Grite e não ouse ver os limites. Eles são apenas limites. Teu grito, tua voz, tua força. Teu eu não sairá, pois ele tem recanto no teu ego. Teu eu não sairá, pois encontra em ti mesmo a sutileza de ser você.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Sei que de tuas palavras saem uma razão que virei a conhecer num breve amanhã, mas no momento do agora é tão forte essa loucura que sei que meus gritos assustaria o mais preparado dos homens ... é dizer que a cada instante a única razão pra não gritar é o medo de matar ou ferir.
P U G I M dice:
O mais preparado dos homens não se assustará jamais de teu interior, pois ele muito te conhece. Se tua razão afoga tua vontade de agir, se teu agora cria medo em ti, solte o medo e pense o "objeto" a ser ferido. Matar não é o bom começo para um amanhã. O amanhã sempre ficará na história: ou por não chegarmos até ele ou por passarmos por ele.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Escondido na noite me atrevo a gritar baixinho. O que atormenta é a escuridão das outras almas que dia após dia se esquecem de escutar. Talvez eu tenha deixado de gritar corretamente ou elas já não escutam coisa alguma. Amanhã voltarei a gritar e se outra vez nada me ouvir, gritarei tão alto dentro de mim para deixar de vez a minha sensação de inescutável.
P U G I M dice:
Inescutável para muitos, pode ser você. Teu interior te escuta como o a folha sente o orvalho caindo e a tocando como um carinhoso afago. Te fará bem escutar a ti próprio. Almas? Que diriam delas se a elas próprias não se escutam? A tua alma te escuta primeiro. A tua alma te afaga primeiro.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Certo estou que pouco a pouco devo esquecer o meu eu e o mais depressa entrar em Mim. Não acredito que eu seja apenas uma "coisa", mas algumas coisas dentro de outra coisa maior. E sair desse eu corrosivo e entrar em Mim em busca de algo mais sensivel e não indiferente ao que a cada dia necessita mais atenção. Sei que meu eu me afasta da realidade que me devora .
P U G I M dice:
O teu eu nem sempre é tua realidade. Teu eu é teu. Só teu. Homens tentam tocar no teu eu ou algumas vezes deixamos tocar em nosso eu. A sensibilidade de um homem não está em formas de se relacionar com o exterior, mas em como lidar consigo mesmo num mar chamado solidão povoada.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
As vezes prefiro que meu eu não seja meu. E se formos falar da solidão, prefiro que a destruamos antes mesmo que a tenhamos... a solidão é um bom motivo pra amar-se a si mesmo. Até que gosto da solidão, mas desde que não me desperte o amor que esta dentro de mim.
P U G I M dice:
A solidão ocupa lugares que não queremos que fiquem vazios. Solidão às vezes nos completa de um vazio. Vazio estes que corróem os ossos e queimam sem arder.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Começo a amar a solidão. Desgraçadamente ela me afasta de Mim. E de cada espaço que ela se apropria aqui dentro nasce água e brota flores... e enquanto isso se seca cada dia mais o meu eu.
P U G I M dice:
Teu jardim tem crescido à duras águas e dolorosas sementes. Podem ser belas as flores para quem as vê, mas sangue-sugas para quem as tem. Tornam o terreno mais insípido. Torna a água mais amarga. Torna o eu mais doloroso.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Das longas horas que passei em companhia da solidão, aprendi que sou tão incapaz de vencê-la como sou incapaz de juntar-me a ela... Cuido deste jardim regando com meu sangue, mas não sou dono destas flores tão lindas. A que se deve isso?
P U G I M dice:
Deve-se à sua briga de não conseguir vencê-la, mas também de não querer se juntar a ela. Esse vão entre vocês é regado com sangue. O sangue é a mais pura mistura da vida, e dele brotam as lindas flores que intermediam uma relação de poder entre você e a Sra Solidão.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Nisso então...creio que a solidão nao seja a dona dos meus males. E sim a dona dos meus bons frutos que colho a cada dia....e se de sangue esta regada, cheio de vida sempre estará o meu jardim.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 8:16 AM
P U G I M dice:
Se é dona de seus bons frutos, dela extraiu o que ela menos esperava: a companhia de frutos do teu próprio eu, do teu próprio sangue, de tua própria vida. A solidão não apenas dói, ela dá poder e cria meios em nosso interior para colhermos tudo de positivo que ela tentou plantar de forma negativa.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Quem seria essa solidão...algo bom ou algo mal....agora sinceramente reconheço que pouco conheço desta que a cada dia me visita e de tão poucas definições tenho pro seu carater...
P U G I M dice:
Teria eu como descrever esse carater a não ser sentindo-lo como sentimos o vento em nosso rosto? Não gosto de ouví-la falar. Não gosto de sentí-la. Mas se todos passamos por ela um dia, deixemos que ela nos mostre o caminho para fazermos dela um ingrediente para a felicidade.
P U G I M dice:
Marlon? Vc tá aí?
P U G I M dice:
Vamos aterrizar?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
heheeh creio que já chegou a hora...
P U G I M dice:
eu aterrizei
P U G I M dice:
puuuuuuuuuuuutssssssssssssssssssssssssssssss
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
entrei madrugada adentro e nem vi
P U G I M dice:
não dá corda não cara, eu viajo tb
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Eu adoro isso
P U G I M dice:
eu tb...
P U G I M dice:
bom demais, né
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
o melhor é quando começamos a olhar mais para dentro do que pra fora...
P U G I M dice:
exato
P U G I M dice:
vou gravar isso, pode?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Rsss é o que acha que já fiz...
P U G I M dice:
sabe o que é interessante tb? vc viaja e eu viajo.... vc tá na ESpanha e eu no Brasil... quem está viajando?
P U G I M dice:
rs
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
quanto tiver tempo coloca em ordem...
P U G I M dice:
perái
P U G I M dice:
tive uma idéia...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
cara posso ser sincero...parecia que não havia um só 1 metro de distância
P U G I M dice:
é mole...
P U G I M dice:
cara, quero publicar isso. Posso, no jornal? o que acha? Claro, eu separo minhas falas das tuas, um sendo em negrito e o outro sem negrito para diferenciar no decorrer do texto quando eu e quando vc fala.. o que acha? O aval final é seu.
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
acho interessante, eu não me importaria, o problema que tem sempre os errinhos de digitação..os vícios de internet....nada que não possa ser corrigindo antes
P U G I M dice:
eu acho que foi muito legal cara. PRecisa ser guardado e registrado isso. Houve uma sintonia muito grande, parece que também vivi isso.. tá sacando?... Por isso acho que saiu de conteúdo privilegiado.
P U G I M dice:
é um diálogo interior entre eu e vc, mas ao mesmo tempo não estamos dialogando um com o outro, mas cada um com o seu próprio interior...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Realmente...acho que ouve um auto-ataque direto aos próprios egos, e ao mesmo tempo um ajudava o outro a se auto-atacar...uma sintonia adimirável...nem sei se as próximas sairam como esta...se quer publicar não vejo problemas...só se possível corrigir os pequenos detalhes pra nao peder a credibilidade...
P U G I M dice:
tb admirei a sintonia, cara
P U G I M dice:
se vc n
P U G I M dice:
se vc não quiser, eu não publico.
P U G I M dice:
mas pq vc guardou tb o diálogo?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
como te disse..não importo que publique...só me preocupo com os “tb, vc, naum, tá, msm, pq”....e as acentuações...de resto está muito bem... e eu guardo quase tudo que escrevo pra evitar ser traido pela minha fraca memória e não cair em futuras incoerências ... é só por isso.
P U G I M dice:
blz. MAs acho que não vou publicar.
P U G I M dice:
Quanto às acentuações, os vicios, é tranquilo, eu corrigo...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
é certo que depois que eu corrija eu publique no meu blogger pessoal, deixo sempre registrado estas coisas on-line pra nao peder na minha memória e na do computador...
P U G I M dice:
vamos fazer o seguinte? Corrija quando tiver tempo e publique no seu blogger...
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
ok...
P U G I M dice:
me passa o endereço dele e também não se esqueça que eu tenho participação nisso...rs... apesar de distantes, escrevemos muito perto esse diálogo com a solidão...
P U G I M dice:
poxa, olha um titulo: diálogo com a solidão
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Rssss bem sugestivo...
P U G I M dice:
rs...
P U G I M dice:
depois de publicado, vc me dá o endereço? quero comentar
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
só tem um problema...o meu word está em versão espanhol...é possivel que as correções nao sejam tão possíveis...
P U G I M dice:
vc quer que eu corrija e te mande?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
se possivel..e eu farei o possivel pra editar da melhor maneira possivel....
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
e a segunda surpresa ja preparei por aqui...hehe
P U G I M dice:
como assim?
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
deixa pra depois que os arquivos estiverem prontos...
P U G I M dice:
não entendi nada cara. fale de novo, moderamente e sem entrelinhas....rs
Psychedelic...... .De Madrid a Paris dentro de 20 dias........... dice:
Pugim, vou descansar dentro de 3 horas tenho que acorda pra ir trabalhar.
Abraços.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 8:09 AM
Domingo, Julho 08, 2007 :::
===============Fui ao mar e me acabei===============
.
Pela manhã busquei o barco
Olhei as ondas baixas na baia
Cortei as baixas ondas que faziam,
Com o barco busquei o Sol.
Pela tarde já estava longe
Desde o mar não vi mais terra
Buscava a terra e só via o mar,
Longe da terra, me busquei em Mim
E mar adentro me adrentei
E de Mim adentro eu sai
Buscando em Mim encontrar eu
E sem um eu pra ver em Mim.
Pela noite eu parei o barco
Vi estrelas e não me vi
Vi o mar nun negro explendido
E em Mim nada encontrei.
E no cansaço desisti.
Me perdi em plena noite
Nem estrelas me levaram
Nem o mar me aceitou.
E pelas horas me encontrei tão triste
E de maldita dor sofria
Em dor maldita só encontrei:
Eu em Mim e ironias.
Marlon De Almeida-
08/07/2007=16:13pm.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 11:27 AM
Quinta-feira, Julho 05, 2007 :::
=========== Colheita Bendita===============
Começa o tempo de ceifar
mãos ansiosas sobre o trigo,
É a hora de ganhar o prado
hora de tirar o pão da terra.
O poeta saiu de casa só
viu a colheita do trigo,
e chorou.
As carroças cortam a roça
tão cheias que se quebram,
Rica colheita de trigo,
outro ano sem fome.
O poeta caminhou ente a palha
sentiu o cheiro do pão
e regou o chão com lágrimas
A foice não para de cortar
não se cabem em si os campezinos,
Cada ano está melhor
não faltará comida.
O poeta voltou pra casa
e tão só, outra vez em prantos
esteve vários meses.
E meses mais tarde eu vi,
num inverno infernal,
homens que iam em funeral,
morreu o poeta.
Marlon de Almeida. 05/07/2007= 22:13.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 5:15 PM
Segunda-feira, Maio 07, 2007 :::
As fotos são as verdadeiras mentiras do que queremos ver.
::: posted by MARLON ALMEIDA at 7:26 AM